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Sexta-feira, Junho 29, 2007

Resumo dos acontecimentos da semana:

24/06 Aniversário do Bola. Pelo menos foi o que o Emílio falou no último Pânico na TV.

26/06 Stepan Nercessian, Presidente do Retiro dos Artistas, envia uma carta de agrecimento ao Pânico.

28/06 Mais um lelé apareceu fazendo da dança do siri num link do Jornal Hoje.

27/06 A Globo diz não ao pedido de autorização da Rede Tv para que o Faustão apareça na matéria para doação ao Retiro dos Artistas. Segundo diversas notinhas, a pessoa física do Faustão aceitou participar mas a Globo disse "NÃÃÃÃÃOOOOO"!!! Toma!

Desde então não tivemos mais nenhuma notícia sobre o assunto. Aí tem!

ÅNÐIRØßA às 5:12 PM horas. | Comentários:




E ai pessoal, apoveitando que logo chega o Pânico numero 200, esse humilde blog traz pra você que nos acompanha a muito tempo (e os que não acompanham, também! rs) um post especial com os melhores áudios e videos postados lá na comunidade do Blog no orkut!
Comunidade do Blog no Orkut

Novos:

Evandro Santo (Cristian Pior)
Leandro Lopes (Pica-Pau, vencedor do Ídolos - 14/06/2007)
Débora Falabella e Angelo Antônio - 15/06
Regininha Poltergeist
18/06 - Paula Burlamaqui e Lucci Ferreira
2001 - Falcão (Humorista)
19/06 - Fala que eu te chupo
20/06 - Priscila Borgonovi
21/06 - Gilmelândia (Áudio)
21/06 - Gilmelândia (Vídeo)
22/06 - Natiruts
11/04/2007 - Fala que eu te chupo
25/06 - Finalistas do Idolos
26/06 - Jeito Moleque
27/06 - Issac Almeida (Professor de Física)
28/06 - Carioca Show
***UPDATE*** : Programa de hoje - 29/06/2007 - Suzana Pires - Humorista

Áudios de programas Antigos:
Luciano Huck - Dezembro 1999
Skank - 2000
Kid Abelha - 2001
Shakira - Novembro 2001
Alessandra Scatena - Fevereiro 2002
28/10/2002 - Maurício (Jogador de Vôlei)
Pânico Especial - 31/07/2003
Café com Bobagem - 14/04/2004
Mariana Kupfer - 30/04/2004
21/05/2004 - Renata Sayuri
Caetano (BBB)
Estela (BBB)
Otávio Mesquita
Dubladores do Seriado Chaves - 2005 Seeeeeensacionaaaaaalll esse!
Inri Cristo (Óh Phaaaaiii) - Parte 1 Outro sensacional, divididos em parte 1 e 2
Inri Cristo (Óh Phaaaaiii) - Parte 2
Luciana Melo e Claudio Zoli
Karen Kuper
Paulinho Serra
Solange Frazão
Supla
Suzana Vieira - 2005
Tiririca - 2005
Titãs - 2005
Tânia Oliveira (Panicat) - 2005
Vivi Fernandes - 2005
Zé Bonitinho - 2005
Wanessa Camargo - 2005
Marjorie Estiano - 30/06/2005
Carla Manso - Suposta namorada do Bola - 26/08/2005

Vídeos:
Alborghetti no Pânico (Link Direto)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8

Download - Parte 1 (http://www.4shared.com/file/18551296/b50b7f38/1_online.html) || Parte 2 (http://www.4shared.com/file/18551293/c5618bb7/2_online.html)

Agradecimentos especiais a toda galerinha que posta lá! Valeu mesmo!

Divirtam-se

E domingo: Post do Pânico na TV! Não percam!

Carlinhos às 4:02 PM horas. | Comentários:


Sexta-feira, Junho 22, 2007



Há alguns minutos a Panicat Tânia Oliveira cedeu um entrevista ao portal terra com a participação dos Internautas.

A entrevista foi bem bacana. Dentre os assuntos de sempre do tipo o que faz nas horas vagas, que parte do corpo mais gosta, o que atrai num namorado, nhém nhém nhém, a Tânia disse que está estudando Eduação Física e que se forma ano que vem. Que adora o trabalho que faz no Pânico, nunca teve problema com ninguém do elenco ou da produção. Disse que pretende no futuro em conciliar a Educação Física com a televisão e, caso a carreira na TV não dê certo, investirá na profissão de professora de eduação física. Falou também que, apesar de gostar de educação física, não sabe nadar e que irá contratar um bom professor tão logo sobre tempo no seu dia-a-dia.

Perguntaram pra ela se o Mendigo era pegador. Ela falou que ele só não pega a avó porque não pode e que dá em cima até de pedra.

Outra coisa interessante é que o hobbie da Tânia é Carros. Disse que gosta desde criançinha, coleciona, compra revista, vai à concessionárias para saber das novidades e até dá pitaco aos amigos sobre compra e venda de veículos.

Infelizmente não pude participar do chat mas fiquei vendo a entrevista pelo Terra TV. Achei que ela ficou parecida com a Fátima Bernardes. Já pensou, no começo no Jornal Nacional, "Boa noite, queridinhos e queridinhas, ..." ai, ai, ai!

ÅNÐIRØßA às 3:31 PM horas. | Comentários:


A Dry enviou esse link (http://ego.globo.com/Entretenimento/Ego/Noticias/0,,MUL56564-5877,00.html) pelos comentários, sobre a entrevista que o Ceará deu pra "Revista IstoÉ gente", no site oficial da revista tem a entrevista completa:

''Ninguém mais tem medo do Pânico''
O humorista do Pânico acredita que os artistas que o tratam mal prejudicam a própria imagem, conta que o programa quase mudou para o SBT e diz que Silvio Santos é seu ídolo

Ele perseguiu Silvio Santos até nos Estados Unidos. Junto à sua trupe, foi à emissora rival e alçou o programa Qual É a Música ao primeiro lugar do Ibope, derrotando a Rede Globo. Wellington Muniz, o Ceará, do Pânico (programa da Rede TV e rádio Joven Pan), tanto fez que conseguiu: o dono do SBT assinou uma nova autorização que permite ao humorista continuar a imitá-lo. ¿Foi complicado¿, afirma ele, que carrega no punho esquerdo marcas deixadas por gente que perdeu a cabeça com o humor de seus intrépidos personagens. São dez pinos de titânio e duas placas, resultado de uma agressão que sofreu de um hermano durante a gravação do programa em um campo de futebol na periferia de Buenos Aires.

Eram nove e meia da manhã da terça-feira 12 quando Gente entrou no apartamento de Wellington, 34 anos, em um bairro de classe média alta em São Paulo, onde mora com a nutricionista Tatiana Muniz, 28 anos. Ele demorou dez minutos para aparecer na sala e pediu desculpas pelo atraso ¿ e a cara de sono. ¿Normalmente acordo às dez¿, justificou, antes de soltar a primeira das piadas, em tom de aviso.

¿Eu falo muito, hein? Fui vacinado com uma agulha de vitrola.¿

Por que foi tão complicado convencer o Silvio Santos?
A gente ficou quase um mês nessa novela, correndo atrás. Ele é um apresentador, um comediante, também. Uma vez fez uma pegadinha com uma repórter de uma revista, disse que ia morrer. Ficava na dúvida: será que o Silvio tá brincando comigo? Será que ele está falando sério? Mas não era brincadeira.

Ele colocou alguma restrição na autorização? Tenho que cuidar bem da imagem dele. Não posso fazer nada que possa difamá-lo. Posso fazer a voz, os trejeitos, mas não posso colocar o ridículo numa imagem que ele construiu há mais de 40 anos. Na época em que ele me liberou para imitá-lo pela primeira vez, há dois anos, foi bacana porque fiz vários trabalhos legais, campanhas. Mas não quero nunca tirar proveito de nada disso. Minha emoção é prestar essa homenagem a este grande homem de televisão. Tenho ele como um ídolo.

Leia a entrevista completa aqui...

Carlinhos às 1:49 PM horas. | Comentários:


Quarta-feira, Junho 20, 2007

Fonte: http://ofuxico.uol.com.br/Materias/Noticias/2007/06/52999.htm

18/06 - 19:00
Pânico ainda não escolheu novo doador para Retiro dos Artistas

"Não temos próximo passo", é assim que o apresentador Emílio Surita sintetiza as próximas participações de outros artistas para doações no Pânico na TV, em prol do Retiro dos Artistas.

Ainda segundo o apresentador, os humoristas não saem da RedeTV! tão cedo, já que renovaram por um bom tempo:

"Assinamos contrato até 2010 com a RedeTV!. Lá, a gente tem muita liberdade, não temos restrições." explica o comandante da trupe.

"Na RedeTV! falamos para as classes A e B e, se aceitássamos outras propostas, exigiriam uma audiência maior. Teríamos que nos popularizar e isto não é nosso foco".



Ufa! Pelo visto não teremos o marmelo da renovação de contrato. Obrigado, Senhor!

ÅNÐIRØßA às 11:12 PM horas. | Comentários:


Fonte: http://babado.ig.com.br/materias/439001-439500/439453/439453_1.html

Fica quieto!




Gabriela Monteiro é capa da Sexy de julho

Assistente de palco do programa Pânico na TV, a atriz e modelo Gabriela Monteiro será capa da revista Sexy na edição de julho.

Gabriela foi clicada no paradisíaco cenário do Farol de Santa Marta, em Santa Catarina.

Feito exatamente na semana mais gelada do ano, Gabriela teve que enfrentar a baixa temperatura, mesmo com pouca roupa.

- O frio foi a maior dificuldade, imagina todos com umas quatro blusas, luvas e gorros e eu lá nua com a responsabilidade de ficar sensual.

Para esquentar ela conta o segredo, suas bebidas prediletas, um vinhozinho ou uma dose de licor, e sua comida predileta, massa. Para manter a maravilhosa forma, muita malhação três vezes por semana.

A revista estará nas bancas no dia 26 de junho.

ÅNÐIRØßA às 6:07 PM horas. | Comentários:


Terça-feira, Junho 19, 2007

Enviado pelo Flausino - Potim/SP nos Comentários
http://natelinha.uol.com.br/2007/06/19/not_4252.php


Quanto querem apostar, que o novo marmelo do Pânico será esse?
"O CONTRATO COM O SBT"
Vejam mais nos próximos capitulos!

Carlinhos às 7:28 PM horas. | Comentários:


Carlinhos às 7:21 PM horas. | Comentários:


Segunda-feira, Junho 18, 2007



Fonte: Coluna Ooops! - Ricardo Feltrin

Carlinhos às 11:07 PM horas. | Comentários:




Vendo hoje as notícias sobre a repercussão do Pânico no Gugu (olhaaaa!!!) e vice-versa, percebi que o que mais repercutiu foi a expulsão da Rosana Hermann da festa do Second Life da novela 7 Pecados da Globo.

Os avatares do Vesgo e do Silvio não conseguiram entrar. O avatar da Rosana estava na festa, toda pimpona e tal, aí passaram pra ela um script da dança do siri e ela colocou o avatar pra dançar, resultado, expulsaram ela da festa. Hehehehehe!!!

Ah! Você não sabe o que é o Second Life? Nem o que é avatar? Nem como um script faz o avatar dançar? Tsc, tá por fora.

Maiores detalhes:
Blog do Vesgo
Querido Leitor

ÅNÐIRØßA às 9:32 PM horas. | Comentários:


Domingo, Junho 17, 2007

Fonte: Último Segundo

No paddock, atenção se volta a "Vô, não vô"

Sob o inesperado sol forte que apareceu em Interlagos momentos antes da largada da Stock Light, o paddock em Interlagos voltava as atenções não para os pilotos . Um ser de peruca e pintado de preto e outro caracterizado como indigente é que atraíam o público.

Tudo por causa das personagens Mano Quietinho e Mendigo, do programa "Pânico na TV", que usavam as modeletes que passeiam e mostram seus dotes corporais para classificá-las. Colando adesivos com os dizeres "Vô" ou "Não Vô", definiam quais as garotas que eram aprovadas por suas curvas.

A maioria, claro, passou.

ÅNÐIRØßA às 4:30 PM horas. | Comentários:


Post do Querido Leitor da Rosana Hermann.



Handerson mandou o link.
E a matéria só não diz o que eu sempre digo (mas deveria ter dito): o Pânico não é só um programa de televisão mas um experimento de comunicação.
Isso não é uma 'simbiose'. Porque não nasceu das emissoras. Não foi uma decisão das cúpulas. Isso brotou do próprio trabalho do Pânico, da equipe, das coincidências, das relações de trabalho. Não foi um 'junta Brasil' que envolveu agências, anunciantes e emissoras. Foi um caso do acaso somado à intenção do nosso trabalho.
Tudo começou quando SS proibiu Tom Cavalcanti de imitá-lo. Como medida 'prévia' o Pânico resolveu pedir a autorização a ele, de brincadeira, mas valendo. Lá foram eles conquistar o sulfite assinado. Deu certo.
O prazo venceu. Notamos, mas não fizemos nada. Eis que o programa ganha o Troféu IMprensa. Eis que todos vão recebê-lo. Eis que SS lembra da data e diz que não vai renovar.
Pronto. Começou a novela Renova Silvio. Com direito a perseguição em Los Angeles. E aí SS, já encantando e fã do programa (ele adora o Vô num Vô), entra na brincadeira. Propõe o sistema de doações. Convida pro Qual é a Mùsica. O programa arrebenta no Ibope. No mesmo domingo, o Pânico arrebenta no Ibope e bate seu record. O Pânico decide ir atrás de Gugu como segundo homem do SBT para apadrinhar a campanha de doações. Gugu topa. O Ibope do Pânico sobe novamente (média acima de 9, embora ninguém tenha dado muito bola). Gugu convida o Pânico para ir lá neste domingo ao vivo. Combinamos uma transmissão simultânea pela primeira vez, entre duas emissoras. Vai ser genial.
Tem toques de tudo, de sorte, do acaso, de coincidência. Mas a base tem outro nome. Chama-se trabalho. Com uma dose cavalar de envolvimento. Quem trabalha no Pânico vive esta experiência 24 x 7, o tempo todo.

ÅNÐIRØßA às 4:27 PM horas. | Comentários:


Quinta-feira, Junho 14, 2007


O programa de hoje recebeu a presença de Leandro Lopes, o pica-pau vencedor do Ídolos
Pra começar, ele chegou atrasadão (Ás 13 horas) devido a greve do metrô em São Paulo
Ele foi lá falar como tá a vida dele após 1 ano de Ídolos, e o programa teve a participação especial por telefone, de Arnaldo Sacomani (Lindasso), que falou da dificuldade que o mundo da música se encontra, pra falar a verdade o programa ficou mais interessante depois da participação de Arnaldo
Um programa meio "sem sal" hoje...

Iai, o que acharam?

Amanhã: Angelo Antonio e Débora Falabella
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E maaaais áudios postados lá na comunidade:

Toninho do Diabo (13/06/2003)
KLB - 18/09/2003
Maguila (08/03/2004)
Fernando "Salsicha" - 25/08/2005 Queeeemmm???? Namorado da Amanda (Deeeeeeuuuuuuusulivre)
Fala que eu te chupo (11/06/2007)
Mirella Santos (Capa da Playboy) - 12/06/2007
João Claudio Moreno (Humorista) - 13/06/2007

Carlinhos às 2:17 PM horas. | Comentários:


Quarta-feira, Junho 13, 2007

Uma entrevistazinha do Vovô.

Fonte: http://bizz.abril.uol.com.br/nestaedicao/materiaedicao_233880.shtml

ENTREVISTÃO: Emílio Surita
por Paulo Terron e Ronaldo Evangelista


Hiperatividade, seu nome é Emílio Surita. Aos 46 anos (mais de 20 de carreira), orgulha-se de trabalhar a semana toda, 12 horas por dia. É ele quem segura as rédeas do império Pânico para o empresário Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, tanto na Jovem Pan (de segunda a sexta, das 12h às 14h) quanto na Rede TV! (domingos, às 20h).
Segundo ele, seu papel é o do "cara que fica com a camisa-de-força - põe em um e tira do outro". Enquanto isso, a anarquia do grupo revolucionou o humor brasileiro de uma forma nunca vista, instigando intelectuais e fãs, na mesma proporção - além de ameaçar as vacas sagradas do entretenimento dominical, Domingão do Faustão (na Globo) e Domingo Legal (no SBT). Tudo isso vindo de um DJ de São Manuel, São Paulo, que - quem diria! - é formado em direito. E nada foi de uma hora para outra: Surita passou pela rádio Bandeirantes, pelo Caldeirão do Huck (na Globo) e até sentiu o friozinho da geladeria do SBT, por quem foi contratado mas nunca estreou.


BIZZ - Você começou a trabalhar na noite do interior de São Paulo. O que era exatamente esse trabalho?
SURITA -
Eu trabalhava como DJ, a gente montou uma discoteca.
DJ de balada?
É, de balada. Eu fazia faculdade de direito e meio que, de final de semana, fazia festinhas e tal. Eu gostava de música.
O que você discotecava?
Puta, na época era disco music. O ruim da música é isso: quando você começa a trabalhar com ela, só passa a ver o que funciona e o que não funciona. Gosto de black music, de James Brown, de Funkadelic. Eu gosto de coisa preta. Mas eu sou velhinho. De novo, gostei de uma menina chamada Corinne Bailey Rae.
Aí pulou para o rádio.
Aí pulei para o rádio aqui em São Paulo fazendo a Band FM, no começo da FM, em 1983.
Como você, da balada do interior, foi parar na rádio em São Paulo?
Porque eu gostava de música. Conhecia uma pessoa na Bandeirantes, um amigo meu do interior, e ele meio que dirigia a Cadeia Verde Amarela lá. A Bandeirantes precisava de locutor para ficar na madrugada. Fui lá e conheci o Lizan, que hoje trabalha aqui. Ele falou: "Faz um teste aí". Fiz o teste, fiquei amigo dos caras e comecei no horário madrugada.

Sem experiência e já começou fazendo rádio.
Mas foi muito no início [da FM].
Não tinha feito nenhum curso de preparação?
Depois comecei o curso de rádio e TV na Anhembi Morumbi. Eu me especializei mais em rádio. Era início, todo mundo começando, época que a FM passou a ser ao vivo ¿ antes era inteiro gravado. E, puta, eu fazia turno da madruga, das 3 às 7 horas.
Você terminou o curso de direito e nunca exerceu?
Nunca. Eu fui para esse curso por causa de mulher, porque gostava de uma menina lá. Ela falou que ia fazer direito e eu fui também. Puta gostosinha, eu falei: "Opa, vou fazer também!". Acabei a faculdade, mas nunca exerci.
Nessa época você pensava em planejamento de carreira? Você se imaginava onde está hoje, que era isso que queria fazer?
Essa carreira você não planeja. Tanto é que eu falo para os caras que estão começando agora que, porra, já tenho 20 e poucos anos de profissão, e é muito difícil fazer sucesso. Às vezes você trabalha, trabalha pra caralho, e não acontece. Não é você quem determina. Porque, porra, eu trabalhava tanto quanto trabalho agora, quando fazia a madruga lá na Bandeirantes. Das 3 às 7 da manhã, acordava todo dia, ia para lá, virava a noite trabalhando. Mas você não tem reconhecimento, então... Você só fala: adoro fazer isso, adoro trabalhar em rádio.
Quando o Pânico na TV começou a fazer sucesso, as pessoas achavam que era um sucesso repentino.
Não sei... Mas o sucesso é o púbico quem determina. Ele diz o que vai ser sucesso naquela época, não você. Depende do que está faltando no momento. Se você está com essa proposta ali [na área em que falta algo], funciona. Senão não vai funcionar. Entendeu?

Quando começou o programa na TV, o que estava faltando?
Quando começou, foi na rádio mesmo. O Tutinha colocou o estúdio aqui em 2002 e fez com câmeras. E começou a ter muita visitação.
Era transmitido só pela internet?
Só. Aí ele falou: "Vamos levar para a televisão, vai ser legal". Gravamos um piloto, ele pegou a fitinha e foi a todas as emissoras: Bandeirantes, SBT ¿ e ninguém quis. A Rede TV! quis e começamos lá. Pensei: "Porra, o que nós vamos fazer? Aí eu sentei com o Amílcar, o Marcelo e o Tutinha. Eles falaram: o horário é domingo, às 18h30. É o horário do Gugu e do Faustão. Os dois monopolizavam a audiência. Pensei que não teríamos chance nesse horário. Entramos no ar e todo mundo falava que não ia dar certo. "Programa de rádio não vai dar certo em televisão." Desde quando começou, alguém fala: "Ah, enjoou", "Isso não vai durar muito tempo" e "Já cansou, estão virando celebridades". Sempre tem uma...
Mas vocês pensaram o quê? "Vamos fazer um programa de auditório"? "Vamos fazer um programa de esquete"?
Não. Tudo foi mudando. No primeiro programa, a idéia era levar uma banda bacana, misturar com as entrevistas da rádio, fazer esse programa baseado na banda que estava lá. Primeiro foi o Junior. Fizemos um monte de brincadeirinha com Sandy & Junior. Aí depois ninguém queria ir. Por quê? Por causa do Faustão e do Gugu. Os caras tinham 200 pontos de audiência e a gente tinha 1. Ninguém queria, as gravadoras não queriam. Briguei com todas as gravadoras, com amigos de 20 anos. Eu falava: "Pelo amor de Deus, manda um artista". Os caras diziam que não dava. Ou era Gugu ou Faustão. Aí surgiu o Vesgo, para cobrir celebridades. "Vamos a festas, porque lá a gente entra."
Então inicialmente era um formato mais ou menos como o do Saturday Night Live? Tinha algum formato que inspirava vocês, alguma referência? O Tutinha já disse, por exemplo, que o programa de rádio foi inspirado no Howard Stern. Na TV teve isso?
É muito difícil reproduzir o Howard Stern no Brasil. Você não consegue. Nos EUA mesmo ele foi censurado, passou a ser via satélite. Não tem como reproduzir um sucesso desses. Todo mundo acha ele do cacete, mas o Howard Stern é um lelé, que bota puta no ar. O programa dele é espetacular. Aqui, na TV, a gente foi proibido de colocar anão. O Ministério Público proibiu o anão.

O Pânico na TV sofre muito com esse tipo de censura. Vocês esperavam esse tipo de resistência?
Quando o Pânico começou no rádio, era exatamente a mesma coisa. Em 1993, aqui na Jovem Pan. Puta, o que tinha de ouvinte que não entendia o Pânico... "Pô, você xinga o ouvinte!" Tinha uma rejeição enorme. Mas todo mundo comentava, todo mundo falava do Pânico. "Nossa que absurdo, uns caras loucos, os caras xingam." O tempo foi passando e as pessoas começaram a entender. Que é o caso do Pânico na TV hoje. As pessoas entendem mais ou menos até onde vai a brincadeira, o que é sacanagem.
Teve um período que as pessoas cobravam certa confiabilidade de vocês. E aí você começou a perguntar no ar: "Qual é a credibilidade do palhaço?"
Exatamente. A televisão é um veículo muito superficial, o mais superficial que existe. Então é assim: você tem a novela lá. Ela acaba e entra um depoimento sobre o menino que foi arrastado pelo carro. Isso dentro de uma obra de ficção, entrou aquela coisa ali. Aí termina, vem o comercial do Omo e, logo em seguida, o Casseta & Planeta. Tudo misturado. Se o cara que estiver assistindo não tiver discernimento, fica louco. Como é que você pode exigir credibilidade de um programa de humor? Todo mundo falava: "E a credibilidade de vocês?" Como se fosse o programa do William Bonner! Então é tudo muito misturado, jornalismo já misturou com entretenimento. É tudo uma grande confusão na televisão.

Você acha que essa cobrança de credibilidade se deve um pouco a essa imagem que você passa, de ser um cara mais sério que os outros?
Eu?!? Um cara mais sério?!? Eu estou lá, mas fazendo escada para os outros, senão vira uma puta zona, um querendo ser mais engraçado que o outro. Minha função é essa: diminuir de um lado, aumentar do outro. Senão fica um querendo ser mais louco que o outro. E fica insuportável.
É tipo ser o chefe do hospício...
Exatamente. É um cara que fica com a camisa-de-força, põe em um e tira do outro.
Dá tanto trabalho assim?
Ah, dá um trabalho... Mas é muito gostoso, todos são muito bons. Os caras que fazem o Pânico são muito bons.
Falando em elenco, você consegue imaginar o Pânico com outras pessoas? Se todos resolvessem sair e houvesse um contrato a cumprir, você imagina o programa com outras pessoas?
Acho que não. Trabalhamos juntos há muito tempo. Com o Bola, sei lá, faz uns 13, 14 anos. Com o Carlinhos também. Com o Vinicius e o Ceará, há uns dez anos. Tem muito tempo exercitando o negócio. Aquele espírito que você vê lá não é só chegar no domingo e fazer, é todo dia. É o dia-a-dia, almoçar junto.

Não é inevitável rolar uma separação um dia?
Não sei. Você não pode ficar pensando: "Vai chegar uma hora que vou me separar". Tem de fazer enquanto gosta.
Eles pedem conselhos para você? Imagino que eles devem receber propostas de todos os lados. Vocês conversam abertamente sobre isso?
A gente se dedica tanto, nossa equipe é tão pequena, que mal temos tempo para planejar o próprio programa. Então é mais por falta de tempo mesmo, de ter obrigação de colocar o conteúdo no ar, que a gente nem pensa nisso. Se você nem tem tempo para planejar o programa da semana seguinte... Não tem tempo de filosofar "Ai, o que quero da minha vida?". Acho que todos ali têm condição de trabalhar em outros programas, fazer outras coisas. Todos têm muito talento para seguir em frente.
Dentro desse caos, como que funciona? Fazer o programa de rádio e o da TV é difícil. É verdade que você trabalha 12 horas por dia, todos os dias da semana?
Trabalho todos os dias, sem parar. A gente termina o programa no domingo, sai da Rede TV! e faz uma pré-produção, é mais ou menos o que vai acontecer na semana seguinte. Na segunda-feira, a equipe de TV tem folga, mas nós temos rádio. Converso um pouco mais com o pessoal que faz o rádio. Aí na terça-feira a gente se reúne e faz a grande reunião de pauta para o programa do domingo. Aí acontece o factual, tem problema, cai matéria...
Já teve algum momento de desespero?
Toda semana. Toda semana tem desespero.
Você já disse que ¿ fora o Ceará ¿ nenhum de vocês é humorista. Mas no desespero todo mundo manda bem de improviso.
Você acaba se desdobrando e aparece outra coisa que funciona. Toda a experiência que tive em rádio foi no desespero. Sempre é no caos, é muito difícil você planejar alguma coisa, planejar um personagem. Já surgiu o Homem-Berinjela, a Marlene Matos... Aqui na rádio, o Djalma Jorge.

Se deu errado...
Se deu errado, deu errado.
Vocês fazem reunião de análise de programa, para ver o que deu errado?
No domingo a gente fala do programa que passou. Mas é meio caótico, numa churrascaria, com espeto e nego jantando. É mais um bate-papo, uma conversa de amigos.
O programa tem essa cara de ser improvisado. Isso é real ou é uma linguagem que você desenvolveu?
A linguagem que a gente desenvolveu foi o trash, porque quando a gente chegou à TV!, ela não ia enfiar uma grana num programa de caras de rádio que ninguém conhecia. Tinha uma condição muito precária para fazer o programa. Aí decidimos usar a linguagem trash. Já reparou que todo programa de televisão que não tem muita grana quer ser chique? Pode reparar. O cara não tem muito dinheiro, mas quer uma sala boa, aí a iluminação é podre. Tirando a Globo, que faz a coisa do jeito que tem de ser, o resto é tudo mais ou menos: Bandeirantes, Record, Rede TV!. Você pega o trash e coloca uns elementos bacanas, então a gente pegou um pessoal de edição muito bom, gente da MTV - incluindo o diretor, que fazia publicidade.
Essa linguagem trash virou a cara da Rede TV!. Você assiste ao programa da Luciana Gimenez e é trash assumido. Chega a um ponto em que, se você não tem uma visão intelectual do Pânico na TV , acaba achando que é tudo a mesma porcaria.
Isso que era uma coisa que eu queria que você entendesse. Isso não partiu da gente. "Mulher, tem de ter mulher! Vamos colocar uma samambaia, que não fala, uma puta gostosa lá parada." Aí o cara olha e fala: "Puta, isso aqui é bacana". Mas a gente não tinha essa pretensão de fazer um programa revolucionário.
Só insistindo um pouco nesse lance da mulher: qual é o limite disso? Porque você voltar de uma matéria gravada, como tem acontecido no Pânico na TV, e o câmera fazendo um close de uma bunda já é além de qualquer conceito, você não acha?
Eu sei! Mas aí, porra, a gente briga com os câmeras! Eles querem pegar as meninas! Câmera de televisão é assim, ele filma a menininha que ele quer comer (risos). Porra é um inferno! É tudo viciado, televisão é assim. Ela não tem essa visão que você tem. E o grande público mistura tudo. Ele mistura totalmente as informações, o grande público não tem o discernimento.

Você acha que a pessoa comum tira algum ensinamento do Pânico?
Acho que não.
Quando é uma crítica, uma ironia, o cara entende?
Acho que não.
Nem subjetivamente?
Pouquíssimas pessoas entendem A grande maioria não entende. Não estou menosprezando o público, hein! Não estou menosprezando. Na televisão você tem de parar e explicar para o cara. Ninguém vê televisão criticamente. O cara come uma pizza, vai ao banheiro. Você não assiste à televisão como assiste a um filme. No filme você volta a cena, pensa "Do caralho isso daqui!". Então não adianta você pensar [que as pessoas entendem]. As pessoas que entendem têm a mesma referência que você, são da mesma escola. Elas sabem o que é aquilo e o porquê.
Você não vê uma possibilidade de o Pânico gerar uma discussão interna em pessoas que talvez não tivessem esse tipo de discussão? Você não acha que uma pessoa que lê a Contigo! toda semana e depois vê o Pânico não pode parar e pensar: "Espera aí, esses artistas sempre falam a mesma coisa!" Não libera essa fagulha?
Acho que não. Às vezes tenho muita preocupação, quando estamos com a audiência alta, em colocar uma coisa que possa ferir o cara. Antigamente eu não pensava nisso. Você vai ficando viciado, não quer ofender, mesmo que seja uma puta crítica bacana. Quando você está dando 15 pontos [no Ibope], está todo mundo vendo: avó, avô, pai, filho... Todo mundo junto vendo televisão. É como a brincadeira que fizeram lá no programa da Globo, uma brincadeira com Maomé. Um absurdo, né? O cara sabe que é um programa de humor, um absurdo o canal ter de pedir desculpa. Mas isso acontece porque a globo dá 40 pontos de audiência - e com 40 está todo mundo assistindo. Se seu programa faz 2 pontos de audiência, aqueles 2 pontos estão entendendo suas piadas, não acontece nada. Senão só dá problema, o cara enche o saco, o Ministério Público...

ÅNÐIRØßA às 11:04 PM horas. | Comentários:


Quer dizer que agora você é mais reservado, você pensa mais nas piadas?
Tem de pensar. Você fala: "Porra, está muito alta a audiência, isso aqui não dá para colocar no ar agora".
Isso pode comprometer o programa? O humor continua tão bom com esse pensamento restritivo?
Sei lá, pô! A gente se questiona muito sobre isso... Agora, por exemplo, estou chateado porque a [anunciante] Dolly vai sair e vai entrar a Sprite. Isso me deixou muito triste. Dolly, pô! É roots, porra. Aqueles filmes da Dolly, do Dollynho, os coelhinhos da Dolly... Mas isso é com o departamento comercial, não vou dizer para o cara que não quero vender.
Houve uma fase em que o Pânico tinha muito comercial.
Mas isso tem mesmo. O que você vai falar? "Não vende comercial?"
Não atrapalha o desempenho do programa?
Acho que não. Nosso programa tem 2 horas, e há cinco quadros de merchandising dentro dele. O patrocinador tem uma idéia de que ¿ para fazer o comercial dele ¿ precisa colocar uma banqueta e falar do produto. Ele é muito conservador, quer daquele jeito. A gente tentou mudar, fazer uma coisa diferente, mas são poucos os que ousam. Na hora de botar a grana, ele quer o resultado. Então a gente vai assim, porque é assim que funciona.

Uma das principais características do Pânico é essa metalinguagem: tudo é muito aberto, claro. Uma vez, em um merchandising de moto, você falou para a Sabrina: "Não é legal?", e ela respondeu que sim, aí você emendou: "Pronto, já ganhou o seu dinheiro, agora vai embora daqui!" O mesmo ocorre quando vocês fazem piada com o cenário, com vocês mesmos. Teve um ponto de criação racional pra isso?
Não. Foi saindo. A única coisa que a gente fez foi uma brincadeira: o merchandising de uma câmera. Ela chamava Fälschung. Todo mundo falava que o Pânico tem muito merchan, resolvemos fazer um de sacanagem. Fälschung, em alemão, é falsidade, pegadinha, mentira. O Bola também não sabia, ninguém sabia. Quando a gente faz sacanagem dentro do programa, não contamos para ninguém. Todo mundo cai. Aí entrou o cara: "Estou aqui com esta câmera que tem 5.1 megapixels". E eu o corrijo: "São 3.1, está escrito ali". Ele diz que o produto é dele, ele fala o que quiser, pega a câmera e vai embora. Todo mundo comentou que o cara tinha brigado comigo, porque nunca tinha surgido uma piada em cima do comercial, aquilo é sagrado, é ganha-pão. Se as pessoas fossem ao dicionário e colocassem Fälschung, matavam a charada. Então é isso que falo para você: a pessoa vê, acredita e ponto final. A televisão é muito forte.
Na época da Daniella Cicarelli, até os jornalistas pensaram na possibilidade de ela ter um dedo a mais.
E saiu em diversos sites. Eu até liguei pro Ricardo e falei: "Estão colocando como se fosse uma notícia!"
Isso não é um mérito? Vocês não comemoraram isso?
Mas aí sabe o que acontece? O jornalista fica puto com você. Por isso que vem aquela coisa da credibilidade do palhaço, porque todo mundo ficou puto. "Porra, vocês não têm o direito de enganar a imprensa!" Mas não estamos enganando a imprensa. Estamos fazendo o nosso show lá, que é cheio de palhaçada, cheio de brincadeira.
A televisão brasileira se viciou muito no tal "padrão Globo". É isso ou o resto. O Casseta & Planeta - que é o mais próximo que a Globo tinha da anarquia do Pânico - quis zoar a Casa dos Artistas, do SBT, e a Globo proibiu. Você chegou a pensar em empurrar um pouco o limite aqui?
Não, porque na Rede TV! a gente não tem essa restrição, e com o Casseta, na Globo, é ao contrário. Deve ser o pior programa para fazer de humor ¿ e eles fazem bem. Não podem falar de nada. Pode ver: a crítica deles é só com o Lula, coisas da Globo e acabou. Se acontecer alguma bomba no SBT, igual a Casa dos Artistas, não pode fazer. Na Rede TV! só temos restrições jurídicas. O problema lá é o juiz: tudo que vai para a Justiça, a gente perde.

Parece que antes todo mundo tinha um manual de fazer piada. O humor do Brasil é o mesmo há 40 anos. Realmente havia uma falta de criatividade. Vocês tinham consciência disso?
Não, mas é isso que eu falo pra todo mundo: Pânico não é maravilhoso, sensacional. O que aconteceu é que entramos em uma hora em que nada estava acontecendo na televisão. E entramos com gente jovem, com outro tipo de linguagem. A televisão era como AM no rádio. Era o Gilberto Barros, o Silvio Santos vendendo caneta. Aí entra uns puta caras loucos, zoando celebridade, chamando a Marta de careca e não sei o que mais. E colocando uns personagens de ficção no meio da rua, com gente de verdade. Aí, meu, fomos lá fazer com pessoas sérias, importantes: senador etc. - e tudo sem compromisso. A gente é real, mas não tão real assim... É meio um personagem. Isso causa confusão. Como agora: o Silvio Santos disse que vai proibir o Ceará de imitá-lo.
É que passaram os dois anos da autorização que ele assinou.
O cara deu a autorização lá no meio da rua, assinou, fez um negócio. A gente não sabe o que se passa na cabeça do Silvio Santos. Fomos receber o Troféu Imprensa e o Silvio disse, de cara: "Não vou renovar não". Derrubou o Ceará na hora. "Pô, o cara não vai renovar comigo." Ele está preocupado. E a gente está criando uma história em cima disso, porque não sabemos qual vai ser o fim, não é roteirizado. A gente nem sabe se o Silvio estava falando sério. É meio que um reality show de uma situação esdrúxula, que é ele autorizar uma imitação. Mas ele proibiu o Tom Cavalcante de imitar lá na Record. Então o Ceará está todo sério, preocupado.
Essa criação caótica de vocês não contribui para os processos que vocês sofrem? Geralmente eles vêm de pessoas perseguidas pelo Vesgo. Não é mais fácil criar um limite ali? Você persegue a Luana Piovani, mas deixa ela ir à praia em paz, por exemplo.
Aquilo lá não é feito com a cronologia que você viu. Quem está assistindo acha que ele está 24 horas em cima dela. Não está. A pessoa fica puta porque os outros comentam que estamos enchendo o saco dela, que nem o Jô Soares. Ele odeia o Pânico. Teve uma festa lá, nessa eu estava, e ele ficou passando. Enquanto o Vesgo e o Ceará estivessem lá, ele não entrava. Porque ele é tão vaidoso... Sei lá por quê! Não sou ele para saber. Mas ele não quer participar da brincadeira.
E tem também os artistas que não estão dispostos a entrar no jogo, como o Clodovil.
O Clodovil ficava puto.

Mas gostava também?
Não sei, nunca conversei com ele sobre isso. Nunca falamos assim, como a gente está falando agora, jogo aberto. Para ele era muito bom porque ganhava uma puta audiência, ficava xingando a gente, falava que que era um absurdo e tal. Acho que ele não gosta muito, ele não gosta do Pânico. Ele não entende. Não entende que é brincadeira... Sei lá o que ele acha!
Você disse que, no começo, ninguém entendia o Pânico no rádio - e depois isso mudou. Isso se repetiu na TV. Quando a maioria começa a entender, não é um problema? No primeiro ano as pessoas se assustavam com o Vesgo, não sabiam o que era aquilo. A falta do fator-surpresa é um problema?
Não. Eles mesmos [Ceará e Vesgo] mudaram a abordagem: hoje é mais um show na rua. Puta, você vai à festa em que eles estão e junta carrinho de pipoca, cachorro-quente... E virou uma outra coisa. Você vai se moldando, adaptando o programa. O programa vai mudando. Agora estamos fazendo "Teu passado te condena". Pegamos o que o cara fez de tosco no passado e mostramos. Tem pra caramba na internet. Pega lá a Marília Gabriela: ela vai fazer uma entrevista com a Elis Regina e pergunta: "Qual é o seu signo? Uma cor, um bicho..." É hilário aquilo lá, que ela fez nos anos 80.
Falando especificamente do público jovem: ele é atraído ao Pânico pela linguagem do programa ou porque as piadas são extremas?
Porque é a linguagem do jovem. O Pânico é feito por pessoas muito jovens. Por exemplo, o sucesso agora é o tal do "Vô, não vô", que o Carlinhos faz. Ele é daquele jeito mesmo na balada, é o cara dando um xaveco, chegando daquele jeito dele. A molecada se identifica com aquela porra porque faz exatamente isso. Não é um personagem que vai ser assim - tem verdade naquela coisa. Tudo no Pânico tem verdade. A Sabrina é daquele jeito, ela não interpreta.

Aí entramos em outra coisa que é a preparação. A Sabrina já disse que você passou uns DVDs para ela assistir, como referência. Então tem alguma preparação também. Não é só pegar a Sabrina em estado bruto e soltar ali no programa.
Não é que tenha preparação, é assim: você precisa dar alguns caminhos. A Sabrina agora vai começar a fazer matérias elaboradas, nas quais ela vai ter de perguntar coisas para o cara, envolver o telespectador. Aí eu conversei com ela. Quando a gente faz uma matéria e ela é um objeto - lançando ela de um balão -, é só um objeto. Aí eu estou conduzindo, às vezes o Bola conduz. Se ela vai fazer sozinha, precisa se especializar nisso e entender mais ou menos como funciona. Então é isso: você dá uma orientação de acordo com a matéria que ela vai fazer.
Você deu uns DVDs para a Sabrina?
Eu nem lembro! Acho que ela viu em casa... Putz, vocês estão fazendo uma... Nem me lembro se dei, ou se eu assisti com ela. Sou um velhinho, pô! Tenho 45 anos!
A impressão que a gente tem é que o Vesgo, o Ceará e a Sabrina são muito ingênuos. Isso é conceito?
Ingênuo em relação a quê?
O Vesgo, especialmente, parece ser um cachorro louco que você solta, ele vai e depois você prende de novo. Ele não parece ter consciência do que está acontecendo.
Não, o Vesgo é bom. Ele era aquele cara formado havia pouco tempo, sem experiência, mas com muita vontade de fazer, ele gosta de fazer. Ele é um cara esforçado. Um cara que faz bem. Acho que eles todos têm consciência. Talvez no começo não tivessem tanto, mas hoje em dia, pô, a gente vai fazer quatro anos no ar.
Mas a Sabrina é um caso muito particular: ela vinha de um Big Brother, era a típica mulher gostosa, que sempre faz o mesmo caminho. Aí ela entra no Pânico e as pessoas começam a perceber que ela tem um senso de ironia muito apurado.
Mas o Pânico dá roupagem para todo mundo: para mim, para todo mundo, porque é uma estrutura. O mais difícil é ter um conceito naquilo que você faz. O Pânico tem, ele conseguiu adquirir isso, ele é um produto que gera interesse nas outras emissoras. Isso é dos editores, dos redatores, do diretor. Existe uma unidade, não é um simples programa de elenco que chega lá e repete um texto. A longevidade do Pânico vai estar ligada à capacidade de criação, porque o Pânico é só criação. E criação é um puta saco. Precisa inventar um negócio todo dia, precisa ter um formato. O mais difícil é descobrir formatinhos para o cara assistir. Não é atuação. A Sabrina não atua.

Voltando um pouco aos limites, você disse que na RedeTV! vocês podem fazer o que quiserem. Nos últimos tempos, começaram novos boatos sobre negociações com outras redes. Você pára para pensar nas limitações que teria em outros lugares?
Lógico que penso.
Da última vez vocês quase foram para o SBT, mas o Tutinha disse que a história do Silvio Santos ficar trocando os programas de horário foi o principal problema. Você já ficou um ano na geladeira do SBT, sua experiência pessoal ajudou a acabar com essa possibilidade?
Não acredito no Pânico fora da Rede TV!. Se sair, ele muda - não dá para ser um programa como ele é hoje. Lá é meio ecumênico, de todas as emissoras. Não conseguimos levar os caras da Globo para a Rede TV!, mas vamos buscar esses caras onde eles estão. Vai, enche o saco, espera sair, vai ao restaurante. Qualquer outra emissora proíbe isso. As emissoras estão preocupadas com audiência. Na Rede TV!, estamos dando a nossa audiência, não incomodamos muita gente, temos o nosso público, temos liberdade de criação. Você vai fazendo o seu projeto. Se vai lá para a Record - que quer ser segundo lugar na audiência -, ela já não deixa você imitar o Silvio Santos porque ele é do SBT. A direção artística pensa na empresa.
Você imagina outro formato em outra emissora?
Se você vai para lá, tem de criar outro formato, outra coisa.
Até quando vai o contrato com a Rede TV!?
Nosso contrato termina em dezembro.
Nos próximos seis meses, o que vai ter de oferta milionária na sua mão...
Não tem oferta milionária, também não é assim.

Uns tempos atrás você estava interessado em comprar uma emissora de televisão.
Não aconteceu nada, isso foi só na época. Surgiu uma oportunidade, mas aí também desencanei.
Você pensava em ser um Silvio Santos, em começar um império?
Não, não! Imagina... Era coisa pequena. Pô, televisão é loucura. Ser dono de canal de televisão não é pra qualquer um, não.
Então você não tem esses planos?
Não, não tenho.
Se tivesse comprado, teria feito o quê?
Não sei. Hoje em dia você não sabe o que vai acontecer: se vai ser tudo internet. Está mudando tudo, né? Você vê, CD não existe mais.
Na época falou-se da possível implicação política de sua compra, que aquela seria a TV que fala mal da sua irmã.
Não teve nada disso. Foi só uma possibilidade que surgiu, mas não me interessou mesmo.
Voltando ao rádio, você já falou que ele vai morrer. O que está matando o rádio?
A internet. Hoje você liga um aparelho e ele pega todas as rádios que existem na internet. Isso é wi-fi, o radio é broadcasting. Rádio e televisão. O sistema broadcasting está com os dias contados. Acho que o futuro vai ser aí, na internet.

E esse movimento das rádios de nicho em São Paulo: a Kiss, a Eldorado, que fazem uma coisa bem específica? Isso tem futuro?
Vai ter um futuro de, sei lá, dez anos. O CD durou quanto tempo? Nossa rádio é o quê? Música. Você vai ter de gerar um conteúdo inédito, mudar esse jeito de hoje em dia. Porque na sua casa você vai ter o seu iPod, que vai pegar no carro, e você puxa a seleção de música dali. Não tem comercial. Tem o tal do Joost agora, vocês já viram esse Joost?
O pós-YouTube.
Porra, é espetacular aquilo lá. Você entra lá e tem o Discovery, tudo. E em HD, alta definição! Uns programas sem comercial. Você acha que alguém vai querer esperar o brake, com merchans maravilhosos? O cara não vai ver.
Vocês pensam nisso para o Pânico, adaptação para o futuro?
Não, não dá tempo.
Como você sobrevive na parte familiar, trabalhando tanto assim?
Eu os vejo, em casa, à noite. Minha mulher trabalha. Vejo muito pouco... Uma coisa que meu filho reclama é de eu não levá-lo ao futebol. Todo domingo eu levava ele pra ver jogo do Corinthians, ele gostava. Você fica tomado mesmo.
Mas sua mulher entende.
Ela entende. Quer dizer, "entende"...

Você conheceu ela trabalhando, inclusive.
Conheci-a trabalhando, fazendo cobertura de baile. Baile de Carnaval, fazia pela banda. Aqueles bailes toscos lá.
Então ela já sabia no que estava entrando?
Mas ela entende, é uma pessoa que... Ah, ela entende até. É que esse trabalho que a gente faz é muito apaixonante, é um trabalho que você faz gostando. Para mim não é "Puta, tenho de trabalhar, que inferno!".
Mas é apaixonante para quem está do lado de dentro, porque para quem está do lado de fora é só um trabalho desgastante, que dura 12 horas por dia.
Então, o difícil é você fazer um puta programa, aí ele acaba e você joga na lata do lixo. E essa é a coisa que te deixa mais chateado: você joga na lixeira aquilo que fez. Pode ser um puta programa, um negócio legal - mas acabou o programa, acabou. Domingo que vem tem mais. E você precisa repensar o programa inteiro.
E por que não tem o Pânico na TV em DVD?
O grande problema é o seguinte: para produzir um DVD a gente tinha de ter autorização de todo mundo. Autorização de todas as músicas, é complicado. Então o formato não permite. A pessoa que aparece tem de autorizar, a música que é tocada precisa de autorização. E a gente usa muita música, muita gente, fica difícil conseguir essa autorização.
Não dá para fazer nem uma coletânea, alguma coisa assim?
A gente recebeu proposta para fazer um filme. A Conspiração pediu e a gente começou a trabalhar o roteiro. Mas é muito complicado porque é outra linguagem. Você vai entrar lá, vai ter de atuar. E, pô, não sou ator! Na hora [da proposta] tudo mundo quer fazer, "Vai ser do caralho!", aí você acaba entrando naquela roubada. Não dá para sermos ansiosos, já fazemos o programa de rádio, já temos a televisão - e isso tudo já dá muito trabalho. O Vesgo é doido para fazer um filme, o pessoal todo quer fazer um filme... Então eu falei: "Vão tocando..."

ÅNÐIRØßA às 11:03 PM horas. | Comentários:


Então essa história não morreu?
Não, mas é um negócio que me deixa assim meio...
Angustiado?
Angustiado.
Agora que teve essa onda de sucessos de documentários falsos, esse não é um caminho que vocês pensaram em seguir?
Essa idéia é muito difícil.
O Borat funcionou assim, com um humor razoavelmente parecido com o do Pânico.
Mas o Borat, quando terminou de fazer o filme, ninguém acreditava [que fosse dar certo]. Tanto é que a Rosana [Hermann, Roteirista do Pânico] que fez as adaptações das piadas [no Brasil]. Eles falaram: vamos lançar no Brasil porque o Pânico tem uma coisa parecida com o Borat. Na América Latina eles não lançaram. Nos EUA, lançaram porque colocaram alguns humoristas [para ver] e perguntaram: "Será que o público vai entender isso?" O Borat é bacana, mas também só tem um né? Você não faz dois Borat, o cara é muito bom, o cara é um puta ator.

É mais difícil tirar as pessoas de casa do que fazer com que liguem a TV?
Eu acho. Quando você faz o Pânico, é um produto ¿ as pessoas querem é um produto, para vender. O Pânico tem 65% [de audiência] de classe A/B na televisão. Ele dá uma média de 4 pontos de audiência, que é considerada boa, porque a gente pega com 1 ponto e leva para 15. Eleva a audiência da televisão em 15 vezes. Ele faz um papel bom em faturamento e audiência. E é um programa que tem certo prestígio. Na TV você já tem tudo mais ou menos armado, tem de mexer em pouca coisa. Se fizermos um filme... Beleza, fizemos um filme. Aí tem de botar no cinema, o cara vai ter de sair da casa dele, assistir ao filme. O boca-a-boca é que vai fazer esse filme ser um sucesso. Então ele precisa ser bom, tem de ser do caralho. Não adiante fazer um filme meia-boca, porque existe um monte por aí. Fazem um monte de filme só para ganhar dinheiro.
Aí tem uma diferença de posicionamento: falando do rádio e da TV, você disse que os programas foram se criando enquanto vocês iam fazendo. Com o cinema precisa de uma preocupação maior.
Eu sei, mas aí é o tempo de que você dispõe: o rádio e a televisão consomem todo o tempo que temos. O Casseta, por exemplo, trabalha com 15, 20, 30 redatores! E eles são redatores também. A gente não tem isso, essa estrutura bacana por trás. Não existe um cuidando disto, outro daquilo. É todo mundo cuidando de tudo.

Do que você gosta? O que te inspira?
Estou gostando do The Office, o americano. É muito bom, engraçado, o jeito que ele faz ali, a linguagem. É muito bom. É de muita filhadaputice, mas é bacana. Em humor, é o que estou gostando mais. Mas você tem coisas boas aqui. O Casseta é muito bom.
Começou a politicagem já.
Não, não é! Acho muito bom mesmo. Porra, os caras têm 15 anos na telinha da Globo, toda semana. Puta que pariu, meu. Não é mole não.
O Casseta passou por uma fase de desgaste. O Pânico não tem medo?
Tem gente que já fala. Tem gente que quer coisas novas, espetaculares toda semana. Coisas bacanas. Mas não dá, é impossível. Como que você vai fazer algo espetacular toda semana?

Depois de quatro anos vocês se perguntam se já não está mais tão legal?
O tempo inteiro. O que podemos fazer é o que está rolando agora: tem muita stand up comedy aqui em São Paulo, muito humorista novo, bacana. Então falei: "Vamos pegar esses caras e fazer esquetes com eles". Vamos a barezinhos de Pinheiros, Moema e achamos coisas sensacionais. Estamos fazendo tipo o Saturday Night Live, ele é nosso convidado especial. O cara faz a esquete dele, ninguém dá palpite. A única coisa que falamos é que nosso programa é para 12 anos, pra ele não falar certas coisas que pode no teatro. Tem de ter esse tipo de cuidado. É muito legal porque é uma coisa que você nunca viu, não é o Tom Cavalcante assim. Fazemos isso no final do programa, na hora que está com mais audiência. É bom para uma força para quem está começando e para o programa respirar, não ficar só no humor do Pânico, escrachado, com muita sacanagem.
Vocês já estão em posição de lançar outras pessoas?
Não seria nem lançar. Eu não sei, não sei. Eu achei bacana.
Às vezes dá uma soberba de pensar que vocês já fizeram história no humor brasileiro, junto com a TV Pirata e o Casseta?
Não é assim que as coisas funcionam. Pensando friamente, tem gente boa, todos que fazem o Pânico são muito talentosos: o Ceará é muito bom; o Vesgo tem aquele jeito doido dele, excepcional; o Carlinhos é um cara da zoeira, fazendo aquele mendigo meio maluco; o Vinícius faz imitações, 5 minutos com você e ele sai imitando; o Carioca se transforma, parece que recebe um espírito; tem o Bola... A Sabrina tem um puta carisma. Acho que temos um grupo legal. Mas para fazer um negócio legal... É só com o tempo. Não adianta sair agora dizendo que eu sou fodido. Porque isso é agora, que estamos na televisão. Fica dois meses fora para você ver. O Casseta tem 15 anos, meu! Vai lá fazer um programa de humor durante 15 anos. Não é fácil não. Humor é uma merda. O Moacyr Franco me falou uma coisa: "Vocês estão indo errado. Eu fazia humor e fui ser cantor". Aí perguntei por que, humor é tão legal... E ele: "Ser humorista é uma merda. Eu ia fazer show, contava uma piada e o pessoal já falava: 'lá vem esse humorista contar a mesma piada'". Aí ele falou que decidiu ser cantor, porque todo mundo sempre pede a mesma música, bate palma e pede bis! Ele tem o mesmo show há 30 anos! (risos). Mas é legal, divertido, enquanto você tem vontade de fazer as coisas tem tesão.

Eu queria voltar um pouco no lance de controlar os outros assim. O pessoal do Pânico faz aparições em festas também. Às vezes você tem de controlar a galera para não atrapalhar o andamento do rádio e da TV, não cansar demais?
Não proíbo ninguém de fazer nada. Gostaria muito que todo mundo se dedicasse o tempo inteiro ao programa, mas é muito difícil, porque tem um comercial aqui, uma apresentação lá - é onde o cara ganha o dinheiro. O artista ganha dinheiro fazendo esse paralelo, aqui é a vitrine. Eu fazia bailinho pra caralho. Comprei minha casa fazendo bailinho, apresentações. Agora, como eu tenho minha família, uso o meu pouco tempo livre pra ficar em casa. Com meus filhos. Eles [os outros integrantes do Pânico] são solteiros, estão começando a vida, não têm muito compromisso. Eles querem fazer as coisas e ganhar dinheiro - o que eu acho certo. Mas aqui a gente consegue controlar.
Não tem nada que você e o Tutinha falem: "Isso aqui vocês não podem fazer porque vai fazer mal para o programa"?
Não.
Como é a relação do Tutinha com vocês? Ele participa da reunião de pauta?
Não, o Tutinha é o dono: dono do programa, dono da marca, é o cara que botou o ovo e fez a omelete. A gente trabalha para ele.

Ele nunca dá palpite?
Ah, ele dá palpite de vez em quando. "Não gostei disso!" Todo domingo ele assiste, mas não interfere, entendeu?
É um bom chefe?
[Pausa] Ah, ele é um puta cara crítico, você pode ter certeza. Normalmente quando a gente faz um trabalho e pensa que não ficou bom, já sabemos: é daquilo que ele não gostou. É um cara que conhece muito o veículo, mas ele também sabe que a gente tem um monte de limitação. Esse que é o negócio do Pânico, a limitação. Mas acho que, para o Pânico, a limitação é o melhor. É melhor a gente ser limitado. A limitação faz com que você trabalhe mais a sua criatividade.
O Tutinha te escuta bastante? Se ele chegar dizendo que a Record ofereceu uma puta grana e você disser que não é bom...
Não, isso a gente fala com todo mundo do grupo. Quando tinha proposta do SBT, fui o único que falou: "Não, vocês são loucos de trabalhar no SBT!". Estava todo mundo querendo. "Vamos para lá, emissora grande - vai ter câmera, milhões de ilhas de edição, verba, vai ter dinheiro." Eu falei: "Gente, o Pânico não é isso, não é isso que os caras querem ver. Eles querem ver a gente do lado de fora da festa". No dia que você entrar e tomar champanhe, acabou. Não tem mais graça. Aí vira o coxinha lá, o João Doria. "Olá, estamos aqui. Empresários maravilhosos." Acabou.

Tem como o Pânico escapar disso?
Lógico que tem...
Daqui a dez anos?
Ah, não sei, mas é o que todo mundo faz. Às vezes [os outros integrantes do Pánico] falam: "A gente vai ficar o resto da vida nisso?"
Agora alguns deles querem namorar famosos.
Eu sei, mas se você quiser, você precisa saber da sua vida. Não pode ter ganância. Você precisa saber controlar o seu risco. Se o Pânico sai da Rede TV! e vai para a Globo, ele acaba. Você tem de estar consciente disso.

E se o Rodrigo começar a ser convidado para novela da Globo e começar a namorar a Luana Piovani? Como você vai zoar? O que acontece com o programa?
É difícil, mas como é que você vai proibir o cara de ter vida pessoal? É inevitável o cara ficar amigo de um [famoso], amigo de outro. Isso é inevitável. Por isso que, quando você está criticando, você tem de ter critério. Quando vou à festa da, sei lá, Lucília Diniz, sei que estou lá porque sou o bobo da corte. Não sou daquele mundo dos caras. A calça que eles usam custa 2 paus, acho um absurdo! Eu não faço parte daquele mundo. Sou radialista aqui da Jovem Pan, meu mundo é este aqui.
Mas você tem 20 anos de carreira e aprendeu qual é o seu lugar. O Vesgo tem cinco anos de carreira, está descobrindo agora.
Eu sei, eles sabem disso. Eles sabem. Eles não são tontos não, eles são inteligentes.
E se a Sabrina não tivesse caído no Pânico? Ela teria seguido o caminho tradicional de ex-BBB.
A Sabrina é isso aí. Você gosta dela, ela é exatamente daquele jeito. Ela gosta de ir lá, botar o shortinho, mostrar a bundinha, ela é um doce de pessoa. Ela é espontânea, não faz nada forçadamente. Ela não atua. A única coisa que dá para dizer, que eu vejo, é que ela exagera um pouco no sotaque, entendeu? Ela pega isso, acha que as pessoas gostam disso, então exagera um pouco. Mas ela é isso daí.
E quando a vida pessoal começa a dar problema? Quando o Carlinhos começou a namorar a Sabrina você não pensou "Ih, vai dar merda"?
Eu falei: "Vocês vão arrumar problema porque vão se odiar daqui a um tempo, é difícil". E eles: "Ah, mas não sei o quê". Então tá.
E chegou a ser problema?
Quando brigaram, um virava a cara para o outro, ele ficava com ciúmes. Mas é natural, é natural. É muito difícil trabalhar com pessoas assim, durante tanto tempo. A gente trabalha e se dá bem. Pô, pode ver: em programa de humor, um sempre odeia o outro! Alguns não se falam... No Pânico é todo mundo numa boa.

No Monty Phyton, depois de cinco anos, só dois se falavam e olhe lá.
No mundo inteiro, todo grupo de humor brigou. Acho os únicos que não brigaram foram o Café com Bobagem e o Pânico. Pega o Sobrinhos do Ataíde: os três brigaram, foi cada um para um lado. Depois dois voltaram, mas ficou dividido.
Eu queria insistir mais nos seus gostos, o que mais te influenciou? Você gosta de Monty Python, Seinfeld?
Gosto do Monty Python, é do caralho. TV Pirata é muito legal né? Era politicamente incorreto. Saiu o boxe e eu comprei, ainda é do caralho. Hoje em dia não pode mais nada. O humor hoje em dia está cuzão. Humorista cuzão. Até o Jaguar falou que o humorista de hoje está cuzão. É politicamente correto, né? Em vez de atacar os problemas mesmo, atacam o humorista agora. No mundo inteiro é assim. "Não pode isso, não pode aquilo." Tudo tem de ser bonzinho, a televisão só mostra coisas fofinhas. Só Teletubbies, como se isso fosse mudar o mundo! É só botar Teletubbies na televisão que o mundo fica bonitinho, fofinho.

O humor tem de ser anárquico?
Claro que tem! Humor é para isso.
Para ser incorreto, forçar os limites.
O humor é para isso, pô! É para você pensar em algumas coisas, quebrar paradigma, testar o limite.
O Pânico tem algum limite moral? Esse negócio do "Vô, não vô" é um pouco mais pesado, né? Pode ser bem ofensivo dependendo do caso.
Então, mas é aí é que está. Toda molecada faz isso na balada. É cantar a mulher, brincar com a mulher. "Essa é bonita, eu vô. Essa eu não vô." A molecada faz isso, está dentro da gente. Por isso que a molecada se identifica com esse negócio.
Vocês não sentem uma responsabilidade de dizer pra molecada o que eles devem ou não fazer? Tem algum tipo de peso moral entre vocês?
Peso moral? A moral e os bons costumes (risos). É a responsabilidade social do palhaço... Palhaço não pode ter responsabilidade social. Isso tem de ser do educador, da família, do cara que está em casa.

Nem entre vocês tem limite?
É lógico que tem. O Pânico nunca colocou algo imoral, nunca fez alguma coisa que ferisse a família brasileira. A gente nunca fez isso.
No fundo vocês são a favor da moral e dos bons costumes?
O que a gente fez lá foi colocar a Sabrina de biquininho, andando em cima do balão. A gente nunca fez nada. E aí disseram que as mortes da Marlene Matos eram "exposição de cadáveres"...
O Tutinha já falou claramente - apesar de não usar a palavra jabá - que a Jovem Pan faz "ação de marketing" com as gravadoras. Esse tipo de coisa não contribui para o fim do rádio?
Isso é uma grande discussão que eu já tive com o pessoal de gravadora. Se eu pegar dez LPs da minha época, eu me lembro das capas, dos selos, dos detalhes. Era uma coisa que você cultuava, trocava, levava na casa dos outros. Tenho um filho de 14 anos e ele nem chama as canções de "música" - chama de arquivo. Está tocando uma música no rádio e ele pergunta: "Papai, como é que se chama esse arquivo?" Agora saiu o site Baixa Hits, do Tutinha, de onde você baixa música. Ele achou legal, até que olhou e viu lá que era 1,49 real para baixar. "Porra, pai, tem de pagar para baixar o arquivo?!?" Ele é de uma geração que considera aquilo um arquivo, que não se paga para ter aquilo. Quer dizer, acabou isso de você cultuar um artista. Ele nem sabe a cara da Madonna. Um dia eu estava vendo um show dela, esse último aí, ele olhou e falou: "Essa que é a Madonna, pai? Velha ela, hein?" Essa é a nova geração, a que consome música agora. Acho que a indústria meio que matou a música. Virou um arquivo. Fui para os EUA e a Tower Records fechou. Fechou! Não tem mais a Tower de oito andares! Você ia lá, olhava tudo, ia nas seções. Pô, era maravilhoso aquilo. Você vai à Virgin e só vende boné e camiseta. Então não sei, isso é filosofia.
Você acha que o jabá contribuiu para isso ou não?
Não é o jabá. É o jeito que a gente consome, a relação entre o fã e o artista que vai mudar, que está mudando. Eu acho que é isso. A música não vai acabar, como é que vai acabar a música? Mas talvez vocês não tenha mais esses ícones tipo U2, caras que chegam e fazem shows em estádio. Se bem que dizem que os caras de eletrônico são assim, né? Dizem que o Tiesto também enche estádio. Eu não sei porque eu já estou velhinho, não sou mais um cara que consome música.

O Tutinha sempre foi aberto a isso, disse que dá nota fiscal para a gravadora e tudo. Então essa deve ser uma forma de renda do Pânico no rádio. Não chega alguém e te diz que é interessante que vocês toquem o CPM 22 no programa?
Não. Não é assim. Eu não sei como é que funciona isso, mas é um acordo comercial. Toda rádio é assim.
Você nunca teve contato com esse lado comercial?
Não, não. Sou apresentador, não tenho interferência na programação musical ¿ ela já é programada, tem lá um critério na programação, que não pode repetir muito as músicas. Nunca tive muito envolvimento com essa parte de música. Tenho meu gosto pessoal, é isso. Não tem "O jabá acabou com a música". Eu sinceramente nunca vi. O Tutinha já falou em entrevista, eu li lá. A gravadora investe, ele dá o comercial para o cara... Nem sei, nem imagino. E as gravadoras estão todas quebradas, né? Dá até dó. Esse negócio de gravadora, eu nem sei como é que funciona. Não sei de verdade. Isso quem pode falar mais é o Luis Augusto, diretor artístico da rádio. Eu sou locutor aqui. Locutor, apresentador e sonoplasta. Olha que cargo bonito que eu tenho (risos). ZZ

ÅNÐIRØßA às 11:01 PM horas. | Comentários:


Domingo, Junho 10, 2007

Depois de semanas sem... Hoje volta o resumo!



  • Pra começar, o musical "Vô, não vô" com Mendigo, Quetinho e Cabal (Clique aqui para baixar)
  • Link com Vesgo e Sílvio, direto da frente do SBT... Aí depois foi ao ar o resumo da matéria com tooooda a explicação do caso "Renova Sílvio"
  • Play Gay || Clô, Ronaldo Esper (CariOoOOooOooonnnnca) e Vovó Mafalda (Bola), com os boiolinhas em uma parque de diversões daqui de São Paulo (Mais precisamente o Playcenter
  • Bola Visita || Agora foi em frente a casa de Hebe Camargo, e jogaram aquele marmelo falando que ela não tava!
  • A volta do Link em frente o SBT, dessa vez com o Gugu (Original)... Ele falou que semana que vem vai doar ao Retiro dos Artistas e disse também que vai doar ternos novos ao Vesgo e ao Vinícius (Gluglu)
  • Sabrina e Cristian Pior no Fasion Rio...
  • Vô / Num vô || Em uma praia de Vitória/ES, com mulheres sensacionais!
  • O teu passado te condena: Hoje com Gilberto Gil e Marta Suplicy
  • Vídeo do Jornal Nacional de ontem, onde 3 caras fizeram a dança do Siri e a Dança dos Políticos em um link ao vivo
  • Pra finalizar, arrecadaram dinheiro da Platéia que tava lá, pra ajudar nesse tal "Renova Sílvio", o dinheiro arrecadado da platéia deu R$ 154,57... Bola mandou logo R$ 250,00 na hora! E Emílio Com R$ 140,00... Já Márvio Couve e Sabrina, doaram R$ 20 cada um, até os apresentadores pelo Skype doaram também, R$ 50 cada!

    É isso ae, sexta tem reprise

    ________________________________________________________________________________________
    E aí vai mais áudios que foram postados na Comunidade do blog no Orkut

    Maguila - 2004
    Amanda (Sim, ela mesma! Na época em que era humilde e já era robert)
    Rubinho Barrichello (Piloto de F1) e Christina Aguilera - Ano 2000 Sensacionaaaaalll!!!

    Update: Fala que eu te chupo (Hoje 11/06/2007) - Enviado por: Amy (Nos comentários)

    Carlinhos às 10:57 PM horas. | Comentários:


    Quinta-feira, Junho 07, 2007

    Update:
    Programa de hoje (08/06/2007) - Convidado: Sérgio Abreu
    Outras:
    Preta Gil e Paulinho Vilhena
    Dani Calabresa
    Duda Yankovich
    Carolina Magalhães
    O marmelo do Carioca, quando dizem que ele virou monge (Esse foi o maior marmelo da história)


    Aí vai mais áudios e vídeos postados lá na comunidade do blog no Orkut

    Mais antigas:
    Angélica (Apresentadora) em 2001 (Ainda com Japa e Mariana Kupfer como apresentadores)
    Athayde Patreze em Junho de 2002
    Sandy e Junior - 12/07/2002
    Maguila (O dia em que o pau comeu, entre Samambaia e Bandida)

    Recentes:
    Evandro Santo - Dia 02/05 - Vídeo
    Caco Ciocler - Dia 09/05 - Vídeo
    Thais Araújo - Dia 31/05/2007 - Vídeo
    Marcia Imperator
    Larissa Saiolo (Capa da Sexy) - Dia 05/06 - Vídeo
    Fala que eu te chupo - 06/06/2007 - Vídeo - Áudio

    Aqui, o áudio do Fala que eu te chupo, de hoje... Com a participação de Andiroba, onde Amanda nos chamou de "TURMA DO MAL"

    Enviados por: Cainan, Marco Aurélio e Gilslopes

    Carlinhos às 6:37 PM horas. | Comentários:


    Quarta-feira, Junho 06, 2007

    Fonte: Jornal da Tarde


    Juntos: Cabal, Lula, Enéas e Guglu


    Humor e música em mais um projeto paralelo dos integrantes do programa da Rede TV!: um CD de black music
    MARC TAWIL, m.t@grupoestado.com.br

    Poderia parecer óbvio que todos os integrantes do Pânico na TV!, humorístico que nasceu (e segue bem vivo) em uma rádio, a Jovem Pan FM, tivessem uma formação musical. Não é. Na prática, poucos, ou melhor, apenas dois, mantêm projetos paralelos essencialmente musicais: Vinicius Vieira (Gluglu/Mano Quietinho e Enéas) e Carlinhos da Silva (Mendigo/Merchan Neves e Lula). Vieira canta com a mulher, Raissa Machado, na banda Libby. Já Silva, fã de hip hop, costuma fazer participações em shows e se arriscar em vinhetas e trilhas do programa ("Pega o guaxinim").

    Os dois preparam, agora, um álbum em companhia do rapper Cabal (Daniel Korn), com hip hop, R&B e, claro, muito humor.

    O CD ainda não tem data de lançamento nem gravadora. Mas está em processo de finalização. "Sempre gostei de música. Trabalho em rádio desde os 13 anos. E conheci o Cabal por meio do Mendigo. Como vínhamos usando a música dele no quadro Vô num Vô, acabamos nos unindo para fazer uma trilha nova. Daí a idéia de fazermos um álbum", diz Vieira, que empresta sua voz no CD para Guglu, Enéas e Mano Quietinho. Carlinhos imita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o sem-teto de voz cavernosa Mendigo.

    "Não será um álbum de protesto. Até terá uma música em que o Mendigo critica as desigualdades sociais. Mas a essência é o humor", conta Cabal. "Sinto que o hip hop e o rap têm ido para um lado muito agressivo. Estamos tentando, nesse disco, dar um ar mais leve, light até, às músicas e vinhetas. Acho importante que haja o rap consciente, como o cantado por MV Bill, Racionais MCs e Thaíde. No nosso caso, porém, fomos pela linha da diversão. Quem costuma assistir ao Pânico na TV! vai se identificar."

    Sobre a aproximação com os humoristas, Cabal diz que aconteceu naturalmente. "Eu conheci o Carlinhos na balada, pois vamos aos mesmos lugares, gostamos do mesmo tipo de música. Ele tinha assistido a uns shows meus e, um dia, chegou para conversar, dizer que era meu fã. Disse a ele que gostava do programa também e trocamos telefones. Hoje somos amigos", diz o rapper. A trilha de Vô num Vô - quadro em que os humoristas colam adesivos verdes (nas mais gatas) e vermelhos (nas nem tão gatas) - pode ser conferida no site do rapper Cabal, no endereço.

    À moda do Pânico

    Com 16 pontos no ibope, programa de rádio e centenas de blogs e comunidades no site de relacionamentos Orkut, é natural que as expressões do Pânico na TV! chegassem às ruas. Dona do grito "olhaaaaaaaaaa", do personagem Guglu, da Dança do Siri de Silvio e Vesgo, e do quentíssimo "vô num vô", a turma decidiu investir sua criatividade em outros setores. E lançou uma linha na Banca de Camisetas, marca paulista especializada em t-shirts com motes engraçados. Uma delas, de R$ 45, lança essa: "Orkut é coisa de boiola".



    Sinceramente torço para que o Vinícius e principalmente o Mendigo se dêem bem na área musical. Os caras têm muito talento. Fica aqui meu desejo de Boa Sorte.

    ÅNÐIRØßA às 12:03 PM horas. | Comentários:


    Terça-feira, Junho 05, 2007



    O autor preferiu não ser indentificado.



    Crise no "Pânico": humoristas se negam a renovar contrato sem aumento de salário


    Apesar de Tutinha (dono da Jovem Pan e do "Pânico") estar espalhando que renovou com a Rede TV! por mais dois anos, humoristas como Ceará, Vesgo, Bola e Sabrina Sato, por exemplo, ainda não assinaram nada. Os integrantes do "Pânico" querem aumento salarial e maior porcentagem na divisão dos lucros do programa. Os salários deles (tirando Emílio Surita, que é o que ganha mais) variam entre R$ 40 mil e R$ 80 mil. Tutinha andou negociando com a Record. A emissora queria impedir que o "Pânico" falasse da Globo. A conversa esfriou. A Record iria colocá-los no lugar de Tom Cavalcante, sábado à noite. Houve uma segunda conversa com o SBT. Silvio Santos disse que tiraria o "Pânico" do ar, se não desse audiência.

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/zapping/ult3954u302059.shtml

    ÅNÐIRØßA às 7:22 PM horas. | Comentários:


    Segunda-feira, Junho 04, 2007

    Dia 05/06 = http://www.4shared.com/file/17322866/bf80062b/PGM_-_05-06-2007__Larissa_Saloio_.html

    Update: (Enviado pelo Cainan)
    Dia 04/06 (Com a Miss Brasil, paaaaaaaatcha gostosa Natália Guimarães) =
    http://rapidshare.com/files/35286422/PGM_-_04-06-2007__Nat_lia_Guimar_es_.mp3.html

    Lá na Comunidade do blog, no orkut o Marco Aurélio postou uns programas do Pânico que ele gravou! Tá aí os links:

    Dia 29/05 = www.4shared.com/file/16904067/9ed3436b/Pnico_-_29-05-2007.html
    Dia 30/05 = www.4shared.com/file/16951351/a1e57486/PGM_-_30-05-2007.html
    Dia 31/05 = www.4shared.com/file/17013563/beba0eec/PGM_-_31-05-2007.html
    Dia 01/06 = www.4shared.com/file/17075286/ff376b14/PGM_-_01-06-2007.html

    Conforme ele for postando lá, vou colocando a disposição aqui!

    Carlinhos às 6:16 PM horas. | Comentários:




    Pra quem perdeu, tá aí os links, do programa completo:

    Parte 1 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=GL4uDfy5qns
    Parte 2 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=UjZ2YHpAu3w
    Parte 3 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=9gXoWzNP6V0
    Parte 4 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=8dpxBOrK7Ok
    Parte 5 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=yCj8yr6JMp0
    Parte 6 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=swqu_XMdhcQ
    Parte 7 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=uZvvJ7SQSgY
    Parte 8 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=182QW8Lkxno
    Parte 9 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=mPfEokby3dg
    Parte 10 de 10 http://www.youtube.com/watch?v=IuOx-ep94Vk

    Links enviados por: Jonatas Andrioni (Nos coment's)

    Carlinhos às 12:42 AM horas. | Comentários:


    Sábado, Junho 02, 2007

    Enviado pelo Flausino - Potim/SP nos Comentários



    Fonte: Jornal Agora - SP
    _________________________________________________________________________________________________

    Enviado por Amy nos Comentários

    Humor de 'Pânico na TV' começa a dar sinais de desgaste

    De todos os gêneros , talvez seja o humor o mais efêmero. Poucas piadas mantêm a graça depois de conhecidas, poucas comédias podem ser repetidamente vistas e obter o mesmo impacto da primeira apresentação. Pânico na TV, que a Rede TV! apresenta domingo ao vivo, também demonstra sinais desse envelhecimento precoce.
    Na base do humor, há sempre um componente de surpresa, de inusitado que torna a experiência do riso em uma descoberta do que há de convencionalismo ou irracional nas relações humanas. Essa quebra de expectativas é que transforma um escorregão numa casca de banana em algo risível.
    Pânico na TV surgiu, em 2003, na Rede TV!. Como tem acontecido há décadas na televisão brasileira, foi o rádio que criou e preparou esses artistas. A agilidade do rádio deu ao elenco o jogo de cintura necessário para criar uma produção debochada, inventiva e com um humor rápido e agressivo bem ao gosto dos adolescentes. O programa continua a ser exibido pela Rádio Jovem Pan e ainda alimenta seu desdobramento televisivo, com quadros e entrevistas.
    Pânico na TV levou ao ar uma descontração que fazia falta à TV. No lugar da linguagem burocratizada dos jornalísticos e da empostação e da artificialidade da dramaturgia, o programa baseava-se no improviso, na galhofa, no bizarro e na imitação grotesca de celebridades.
    Emílio Surita, criador do programa, Wellington Muniz, o Ceará, Sabrina Sato, a Japa, Marcos Chiesa, o Bola, Carlos Alberto da Silva, o Mendigo, Rodrigo Scarpa, o repórter Vesgo, Vinicius Vieira, o Mano Quietinho, Daniele Souza, a mulher-samambaia, e a panicat Tania Oliveira conquistaram uma audiência em torno de seis pontos a cada domingo.
    Recentemente o programa chegou ao segundo lugar de audiência, com pico de 16 pontos por dez minutos, ao apresentar a entrevista exclusiva com Silvio Santos - o verdadeiro - em Los Angeles.
    O sucesso deveria indicar o auge do programa. Mas a repetição de personagens e situações leva ao cansaço e à falta de imaginação e o que era improviso transforma-se em fórmula. É importante notar que a produção do programa sempre busca novas atrações e novos quadros e personagens, embora nem sempre com sucesso.
    Com o tempo, a criativa exploração de estereótipos como a mulher-burra, a mulher-objeto, o mendigo, o carioca perde a contundência e os estereótipos acabam reduzidos àquilo que vinham ironizar. O admirável festival de grosserias com artistas na entrada de festas protagonizado pelo repórter Vesgo perde o caráter transgressivo e se torna apenas grosseria. Assim como as intermináveis aventuras de Sabrina sobre avestruzes, em balões de gás ou dentro de esgotos.
    O humor só vive por um breve momento, como comprovam os mausoléus do riso no qual se tornam a maioria dos programas humorísticos televisivos. Wellington Muniz, o melhor dos imitadores do programa, acaba de conseguir renovar a autorização de Silvio Santos para continuar a imitá-lo. Durante algum tempo pode atrair o público, mas um bom artista merece mais do que servir a um único personagem. Renovar também quer dizer rejuvenescer.

    Fonte: Terra

    Isso ja tá desgastado faz tempo, agora que perceberam?!

    Obs.: Obrigado a todos que colaboram com o blog, valeu mesmo galera!

    Carlinhos às 3:04 PM horas. | Comentários:


    Sexta-feira, Junho 01, 2007

    Enviado por: Flausino - Potim/SP nos comentários (Valeu!!!)

    Vesgo diz "the book is on the table" a Demi Moore nos EUA


    O programa "Pânico" deste domingo (3) vai apresentar Repórter Vesgo e Ceará tentando entrevistar estrelas do cinema norte-americano, como Demi Moore, Bruce Willis, Kevin Costner e Marg Helgenberger (que vive Catherine em "CSI").

    O Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa) usou seu inglês "capenga" --segundo ele mesmo-- para interagir com Demi Moore. Ele demonstrou todo seu "carinho" pela atriz gritando "the book is on the table".

    A turma do Pânico viajou para Los Angeles na semana passada e participou do pré-lançamento do filme "Mr. Brooks".

    Eles também foram à final do "American Idol" e encontraram a vencedora e o segundo colocado do reality show.

    Além das estrelas internacionais, a turma do "Pânico" reencontrou o apresentador Silvio Santos enquanto fazia uma reportagem na calçada da fama.

    As imagens vão ao ar neste domingo, às 20h, no "Pânico na TV", na RedeTV!.
    _______________________________________________________________________

    Enviado pelo: Fagundes nos Comentários...

    Mais um da sessão... O TEU PASSADO TE CONDENA...



    Queeeeeeeee isso vovô rs

    Duvidas, Críticas, Materiais e outras coisas mais: blogpanicojp@gmail.com

    Carlinhos às 8:47 PM horas. | Comentários:


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